Os Estados Unidos deram início a uma ação para tomar o controle de um navio-tanque associado à Venezuela, após rastreá-lo pelo Oceano Atlântico, de acordo com fontes informadas sobre a operação. A manobra tem potencial para elevar as tensões com a Rússia, que reivindica o navio como seu.
O petroleiro, antes chamado Bella 1, estava sob sanções dos EUA desde 2024 por fazer parte de uma chamada “frota paralela” de embarcações que transportam petróleo de forma irregular.
No mês passado, a Guarda Costeira americana tentou apreender a embarcação quando ela estava perto da Venezuela, mas a tripulação conseguiu escapar, voltando para o mar e evitando a abordagem.
Fontes anônimas disseram à Reuters que a operação atual envolve tanto a Guarda Costeira quanto as Forças Armadas dos Estados Unidos. Durante as ações, navios de guerra russos, incluindo um submarino, foram vistos acompanhando o petroleiro.
O navio mudou de nome para Marinera e foi registrado com bandeira russa, tornando-se o mais recente alvo na campanha dos EUA para pressionar economicamente a Venezuela.
Em um episódio separado, autoridades americanas também relataram a interceptação de outro petroleiro ligado à Venezuela em águas da América Latina, parte de um esforço mais amplo dos EUA para bloquear navios sancionados.
A Rússia declarou oficialmente que a embarcação é de sua propriedade, o que eleva a possibilidade de um confronto diplomático entre Washington e Moscou sobre o destino do petroleiro.
O navio havia se dirigido inicialmente à Venezuela, mas alterou sua rota para escapar da tentativa de apreensão pelos americanos em dezembro.
Durante a perseguição, a tripulação chegou a pintar uma bandeira russa no casco e alegou que estava sob proteção da Rússia, antes de aparecer no registro oficial de navios da Rússia com o novo nome Marinera.
A Rússia apresentou um pedido diplomático para que os EUA cessem a perseguição, e ao afirmar que o navio tem status russo, complicam-se ainda mais as questões legais em torno de uma eventual apreensão.





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