Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (7) a apreensão do petroleiro Marinera — anteriormente chamado Bella 1 — um navio ligado à Venezuela que navegava sob bandeira russa. A ação, realizada no Atlântico Norte após uma longa perseguição marítima, faz parte de uma campanha de Washington para fazer cumprir sanções contra o transporte de petróleo venezuelano e iraniano.

Segundo autoridades americanas, equipes da Guarda Costeira dos EUA embarcaram no navio enquanto ele navegava em direção à Europa, após mudar de nome e registrar-se oficialmente sob a bandeira russa na tentativa de escapar da vigilância americana. A operação foi apoiada por aliados, incluindo o Reino Unido, que contribuiu com vigilância e suporte logístico.
A apreensão do Marinera, que já havia sido incluído na lista de sanções dos EUA por supostas violações relacionadas ao transporte de cargas ilícitas, representa um ponto de tensão nas relações entre Washington e Moscou. A Rússia classificou a ação — que ocorreu em águas internacionais — como uma violação do direito marítimo, argumentando que navios registrados sob sua bandeira deveriam estar protegidos contra o uso da força.
O episódio ressalta um esforço mais amplo dos Estados Unidos para interromper as operações de uma chamada “frota sombra” de petroleiros que tentam driblar sanções internacionais, em especial em rotas ligadas à Venezuela.





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