Durante audiência realizada nesta segunda-feira (05/01) em um tribunal de Nova York, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou-se inocente das acusações de narcoterrorismo que pesam contra ele nos Estados Unidos. Diante da Corte, afirmou: “Ainda sou presidente do meu país”.
Maduro responde a processo judicial por suposto envolvimento com o tráfico internacional de drogas. Ele e a esposa, Cilia Flores, foram presos no sábado, em Caracas, durante uma operação conduzida por forças norte-americanas, autorizada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, após semanas de escalada nas tensões entre os países.
Segundo a acusação, Maduro é investigado por quatro crimes: conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e de artefatos explosivos.
As autoridades norte-americanas sustentam que o líder venezuelano teria comandado uma ampla rede de tráfico de drogas, com ligações a organizações criminosas violentas, como os cartéis mexicanos de Sinaloa e Los Zetas, além das Farc colombianas e do grupo venezuelano Tren de Aragua.
O indiciamento de Maduro teve início em 2020, quando promotores federais de Nova York apresentaram as primeiras acusações no âmbito de uma investigação de longo prazo envolvendo autoridades venezuelanas e guerrilheiros colombianos, ativos e antigos.
No último sábado, uma denúncia atualizada foi divulgada, trazendo novos elementos ao caso e incluindo outros réus, entre eles Cilia Flores.
A próxima audiência do processo está agendada para o dia 17 de março.





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